Introdução
A regime monárquico existiu no Brasil entre os anos
de 1822 a 1889. Neste período o país teve dois imperadores: D. Pedro I e D.
Pedro II.
Causas
- Crise e desgaste da Monarquia - o sistema
monárquico não correspondia mais aos anseios da população e às necessidades
sociais que estava em processo. Um sistema em que houvesse mais liberdades
econômicas, mais democracia e menos autoritarismo era desejado por grande parte
da população urbana do país.
- Forte interferência de D. Pedro II nas questões religiosas, que
provocou atritos com a Igreja Católica.
- Censura imposta pelo regime monárquico aos
militares. O descontentamento dos militares brasileiros também ocorria em
função dos rumores de corrupção existentes na corte.
- Classe média e profissionais liberais desejavam
mais liberdade política, por isso muitos aderiram ao movimento republicano, que
defendia o fim da Monarquia e implantação da República.
- Falta de apoio da elite agrária ao regime
monárquico, pois seus integrantes queriam mais poder político.
- Fortalecimento do movimento republicano,
principalmente nas grandes cidades do Sudeste.
QUESTÃO ABOLICIONISTA
A questão abolicionista impunha-se desde a abolição
do tráfico negreiro em 1850, encontrando viva resistência entre as elites
agrárias tradicionais do país. Diante das medidas adotadas pelo Império para a
gradual extinção do regime escravista, devido a repercussão da experiência mal
sucedida nos Estados Unidos de libertação geral dos escravos
ter levado aquele país à guerra civil, essas elites reivindicavam do
Estado indenizações proporcionais ao preço total que haviam pago pelos escravos
a serem libertados por lei. Estas indenizações seriam pagas com empréstimo
externo.
Com a decretação da Lei Áurea
(1888), e ao deixar de indenizar esses grandes proprietários rurais, o império
perdeu o seu último pilar de sustentação. Chamados de "republicanos de
última hora" ou Republicanos do 13 de Maio, os ex-proprietários de
escravos aderiram à causa republicana, não por causa de um sentimento, mas como
uma "vingança" contra a monarquia.
Na visão dos progressistas, o Império do Brasil
mostrou-se bastante lento na solução da chamada "Questão Servil", o
que, sem dúvida, minou sua legitimidade ao longo dos anos. Mesmo a adesão dos
ex-proprietários de escravos, que não foram indenizados, à causa republicana,
evidencia o quanto o regime imperial estava atrelado à escravatura.
Assim, logo após a princesa Isabel assinar a Lei
Áurea, João Maurício Wanderley, Barão de
Cotegipe, o único senador do império que votou contra o projeto de abolição da
escravatura, profetizou:
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A senhora
acabou de redimir uma raça e perder um trono!
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— Barão de Cotegipe
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A Proclamação
Na capital brasileira (cidade do Rio de Janeiro) em
15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca liderou um golpe militar
que derrubou a Monarquia e instaurou a República Federativa e Presidencialista
no Brasil. No mesmo dia foi instaurado o governo provisório em que o Marechal
Deodoro da Fonseca assumiu a presidência da República.
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